Monday, May 12, 2008

Dois lados da minha personalidade........

O Perdedor.

Será um caso perdido ou será um castigo ?
Não faz nada direito, tropeça em seus próprios pensamentos.
Com dificuldade tenta lidar com seus sentimentos.
Seus pensamentos são como um turbilhão.
Fluêm e se multiplicam de um para um milhão.
Nunca acerta mas sempre tenta.
Suas roupas velhas remenda.
O mínimo do mínimo, não é capaz.
Todo mundo vive, ele faz.
Regras mil.
Comportamento vil.
A expectativa é como um amargor sem fim.
Os aplausos? A pergunta de eu onde vim ?
A dor é como o ar.
Por mais que eu queira, não como evitar.
Um desejo, viver com mais simplicidade.
No fundo, uma eterna ingenuidade.
De ter o que o mundo tem.
E de não ser diferente de ninguém.
Olhar para cima é um suplicio.
Como um grito ininteligível que pede um sacrifico.
De matar o pouco que se tem, em nome de um quase nada que vai sobrar.
Ao invés de cultivar o que a vida pode matar.
Então que todos riam desse espetáculo.
Afinal o circo da vida precisa mesmo de um palhaço.
O bobo da corte que finge esconde e faz segredo.
Que é corajoso, independente e que não tem medo.
Que não levanta a bandeira de sofredor.
Mas na mochila leva a cruz de um perdedor.



O vencedor.

Esse cara não existe
Mas todo mundo insiste.
Nada mais que uma capa, um artifício.
O problema é o desperdício.
A esperança dos que desperdiçaram a vida.
Ah se eles soubessem que já está perdida.
Então ele é o exemplo.
Para min, foi uma perda de tempo.
Para os mais velhos o Maximo.
Para os mais jovens o escracho.
A vitória do que não venceu.
A historia do que não se viveu.
Mas que vantagem há em se castrar?
Se a vida se vive ao caminhar.
Porque se enxerga virtude no observar?
Se esse é o efeito de se acovardar.
Quem sabe dizer o que é certo?
Só o estomago é que prova o que é indigesto.
Sendo assim não há motivos para aplauso.
Se meu coração acusa o estrago.
Esse som é alto demais, e essa expectativa por demais pesada.
Para minh’alma que quer se libertar dessa vida cansada.
Então saibam que o herói vai morrer.
E o prisioneiro vai viver.
Já não era sem tempo.
Desse espírito sofredor receber um alento.
Para recolher o pouco sobrou.
E que o tempo ainda não levou.

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