Friday, May 23, 2008

E eu nem sabia quer era felicidade



Achei que fosse só fugacidade.
Coisas da minha idade.
De quem não tem responsabilidade.
E vive na minha cidade.
Com aquela maneira de expressar a simplicidade.
E eu nem sabia que era felicidade.

Achei que fosse um devaneio da minha vaidade.
Que eu vivi com certo ar de maldade.
Mal sabia eu da minha própria ingenuidade.
Em achar que tudo aquilo teria uma continuidade.
Mas infelizmente quando acabou parecia que estava na metade.
E eu nem sabia que era felicidade.

Naquele tempo eu achei que era só vontade.
Como se meus hormônios estivessem em uma tempestade.
E eu mergulhei com toda a minha voracidade.
E você me atiçando, pela sua sagacidade.
Foi tudo assim naquela intensidade.
Todo dia e toda hora, bastava ter oportunidade.
E eu nem sabia que era felicidade.

Hoje tudo mudou e ficou a saudade.
E o peso de uma nova realidade.
Não existe mais aquela espontaneidade.
Perdeu-se também aquela praticidade.
Que era só encaixar tempo, local e vontade.
Os anos passaram e agora tudo tem que ter pontualidade.
E eu não sei se isso é felicidade.

14 comments:

Poeta Mauro Rocha said...

Tens um ar de Pessoa, palavras interessantes e belas, tens um belo blog, e o nome do blog é inusitado, obrigado pela visita e volte.

MAURO ROCHA

carlitos said...

lindas palabras...

obrigado por sua visita a meu blog. desejo mi portugues sea tan bom como suo espanhol

11 abraixos

Negâ said...

ZEK adoro a forma como escreves... sempre usa belas palavras. Pontualidade não rima com felicidade...

:D
Beijoss Garoto!

T@rci said...

Oiee vim agradecer a visita e adorei seu cantinho!
Lindas palavras. Não só deste post como dos outros!
Beijos coloridos!

paper.doll said...

Somos nós quem fazmos a felicidade!

=P obrigada pela visita e passa lá sempre que quiseres*
um bom fds

sinhã, a. said...

A felicidade deve ser mesmo assim: um pé dentro e outro fora.:-)
Bonitas palavras. :-)

La Mary Venusina said...

Muy bueno tu blog.-

Ela said...

aí está um dos problemas, tentar entender a felicidade, a tal ponto de deixá-la partir!
Belo texto
obrigado pela visita.
Apareça!

Graziele Alencar said...

O tema é legal, mas não gosto muito de poemas com rima, porque é muito difícil fazer rima boa. Tente, ao menos, variá-las: seu texto vai ficar esteticamente mais interessante.
Boa semana pra você!
Beijos.

Luís Nunes said...

Poesia não tem sempre de rimar, mas quem sou para dizer isso?:))

Gostei de te ler,pleno de sentires.voltarei ,abraço.

Zek said...

No caso deste texto, foi meio que sem querer, as palavras casaram perfeitamente com o que eu sentia, e não achava palavra melhor para expressar.... de qualquer forma!! obrigado pela dica.
Beijos a todos!!

Poeta Mauro Rocha said...
This comment has been removed by the author.
Poeta Mauro Rocha said...

Obrigado pela visita, mas professor... ainda tenho muito que andar para ter esse título e fico de certa forma com uma responsabilidade grande de saber que alguém me acha digno de ser chamado assim, obrigado, você tem um talento e é verificado em seus textos, estou navegando aos pouco em seu blog e gostando.

MAURO ROCHA

Anonymous said...

Por que nao:)